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A difícil tarefa do Banco Central do Brasil

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Por Paulo Petrassi

A situação econômica do Brasil hoje se encontra fragilizada com a piora significativa de seus indicadores econômicos.

Temos como projeção de produto interno bruto (PIB) para este ano uma retração de 1,18%, inflação projetada de 8,26%, déficit nas transações correntes na ordem de 4,2% do PIB e déficit nominal acima de 7%, ou seja, não temos nada para comemorar no fim do primeiro quadrimestre deste ano.

A tarefa do Banco Central, neste momento, é muito complicada. Se por um lado é importante mostrar ao mercado que ele está vigilante com a inflação e tem como objetivo, no médio prazo, trazê-la para o centro da meta (4,5%), fica também o perigo de exagerar na dosagem e levar o País à recessão prolongada. Pela teoria econômica, em casos de estagflação o primeiro movimento é o de levar a inflação para um nível civilizado e depois se preocupar com o nível de atividade da economia, porém, com uma indústria que cai mais de 5% no ano e o Governo perdendo rapidamente a popularidade, a decisão da autoridade monetária se torna ainda mais difícil.

É fato de que, com a troca no ministério da fazenda, a tarefa do Banco Central foi facilitada. Fica evidente o grande comprometimento de Joaquim Levy com o ajuste fiscal e medidas de contenção de gastos, bem como a retirada de incentivos exagerados para determinados setores no primeiro mandato de Dilma. O problema é que alguns exercícios econômicos já mostram que mesmo que o Governo consiga alcançar 1,2% de superávit em suas contas e com transparência, este número não seria suficiente para reorganizar a economia e recuperar a trajetória de crescimento.

Na leitura da última ata do Copom, o BACEN fez questão de indicar que o ciclo de aperto monetário não chegou ao seu fim, o problema é que a partir do mês de maio os números de inflação vão melhorar, mas os de atividade econômica e emprego devem continuar piorando, deixando uma grande batata quente para o Banco Central na decisão de juros do mês de junho.

 

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