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Armadilhas que pesam sobre o investidor

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Por Eduardo Garcia

Investir é considerada uma ação racional, baseada na análise do comportamento do mercado e do retorno das aplicações financeiras. Correto? Nem tanto.

O tradicional pensamento econômico, advindo do conceito do homo economicus, que leva em conta a tomada de decisão unicamente a partir de dados (modo racional), é amplamente questionado atualmente. As atitudes aparentemente racionais dos investidores são envolvidas por uma série de “armadilhas” colocadas pelo cérebro que, inconscientemente, têm impacto na hora de escolher uma aplicação ou manter determinado ativo na carteira.

Hoje, sabe-se que as emoções e seus vieses são um dos ingredientes que compõe o processo de tomada de decisão. Essas emoções e vieses geram comportamentos, que costumeiramente levam os investidores ao erro, e quase sempre sem que se perceba. É difícil fugir desses comportamentos que prejudicam, geralmente pegando o investidor em momentos de fragilidade. Com isso, observa-se a importância de identificar as possíveis armadilhas da mente para tentar driblá-las.

As duas maiores armadilhas que interferem no comportamento do investidor são a ganância e o medo. Movidos pela ganância, as pessoas aceitam pagar mais caro, acreditando que os preços vão continuar subindo. A ganância faz o investidor tomar decisões rápidas de compra. É comum não ser feito um estudo e o investidor simplesmente comprar como todos os outros compraram sem se questionar se está fazendo a coisa certa, o chamado “efeito manada”. Essa falta de questionamento pode ser provocada por falta de conhecimento. Por desconhecer as características de investimento a ganância pode levar à compra irracional. Já quando acontece algum evento que abale o mercado, todo investidor fica apreensivo, e é aí que o medo entra, fazendo com que investidores vendam seus ativos temendo uma perda maior (seguindo também o conhecido efeito manada). Tomam-se decisões precipitadas, sem levar em consideração as características do investimento a longo prazo.

Mas então como evitar que a ganância e o medo tomem decisões por você?

Medo e ganância normalmente levam ao erro por consequência da falta de informação e de conhecimento sobre o que se está fazendo. O ser humano costuma ter medo do que desconhece (ter medo quando não existe risco, por exemplo) e também é ganancioso quando falta informação (quando não tem medo diante de um risco verdadeiro).

O quanto pode-se investir depende da quantidade de conhecimento e experiência que se tem sobre o investimento. Quanto menor o nível de conhecimento e de experiência, menos deve-se expor o dinheiro, já que são estes os verdadeiros riscos. É preciso também, descobrir qual das armadilhas geram mais problemas, permitindo que exista um controle do comportamento e que este evite perdas ao investir. O melhor caminho para não entrar nesse loop de emoções e armadilhas é ter uma estratégia de investimento sólida e focada nos princípios que a sustentam.

 

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