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Decisões que não podem faltar

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Por Makian Costa Pereira

Que a economia está passando por momentos turbulentos, todos sabemos! Não é necessário entender muito sobre economia, nem ler livros teóricos para ver que os preços de luz, combustíveis, entre outras coisas não param de subir a fim de cobrir os buracos deixados por uma administração mal feita durantes os últimos anos.

É vergonhoso para um País, que se diz em desenvolvimento e se autodenomina emergente, mostrar números de crescimento tão ruins juntamente com medidas que seriam consideradas um próprio “tiro no pé” por outras economias, se estas mostrassem uma retração em seu produto interno bruto (PIB). Porém, a expectativa em relação à inflação, com o repasse dos preços administrados que ainda estavam represados, trazem a necessidade de políticas restritivas como o aperto monetário.

Com a inflação acima do teto da banda estipulada e apesar de esforços sem grandes resultados até então, o Comitê de Política Monetária (COPOM) em seu último comunicado, deixou claro a ideia de que a taxa básica de juros deve ser elevada para, pelo menos, 14,25% ao ano, voltando aos níveis de agosto de 2006. Isto demonstrou o comprometimento do Banco Central com a política macroeconômica brasileira, além de um comunicado claro para com o mercado, eliminando quaisquer nebulosidades existentes. Em comunicado, o atual Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reforçou que todos os esforços estão sendo feitos para que a atual inflação, que se encontra acima de 8%, convirja para a meta de 4,5% em 2016. São muitas incertezas e poucas expectativas positivas, e isso não passa despercebido aos investidores estrangeiros.

Os olhares dos investidores externos estão voltados para o Brasil, acompanhando cada decisão e cada palavra pronunciada pelos nossos líderes. Os problemas internos e a insegurança em relação ao rumo que a economia vai tomar nos próximos meses, leva a uma fuga de dólar da economia local, o que por sua vez eleva o valor da moeda frente ao real, pressionando ainda mais a inflação.

As questões são: Até quando veremos os juros subir para tentar segurar a alta dos preços? E como a economia irá reagir a uma contração monetária mais dura? Os níveis de atividade estão fracos, a inadimplência está alta e, por um efeito cascata, isso vai sendo repassado para as diversas camadas da economia. Não será facil tomar decisões com este cenário, mas elas tendem a ser cruciais para a prosperidade econômica em 2016.

 

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