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O dólar e o preço dos ativos

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Por João Pedro Brugger

O dólar já acumula alta superior a 40% em 2015, tendo a cotação da moeda americana alcançado o patamar dos R$ 4,00 mais rápido do que se imaginava.

Conforme já mencionado exaustivamente, a deterioração dos fundamentos da economia doméstica nos últimos anos, aliada à recuperação mais vigorosa do nível de atividade nos Estados Unidos, foram os principais responsáveis para tal movimento. Cabe aqui, entretanto, uma análise de quais poderão ser os efeitos dessa alta do câmbio sobre o preço dos ativos brasileiros.

Apesar da delicada situação da economia e da grave crise política pela qual o país passa, acreditamos que a desvalorização do real poderá ter um efeito positivo no médio prazo sobre o preço dos ativos domésticos. A primeira razão é lógica, um dólar mais elevado deixa os “produtos brasileiros” mais baratos para o investidor estrangeiro. Quando falo em produtos aqui, não me refiro somente a bens, mas a empresas, fundos, títulos, dentre outros ativos financeiros ou não. A segunda razão é que o Brasil continua sendo um potencial mercado consumidor muito atrativo, estamos entre as oito maiores economias do mundo, temos uma população ávida pelo consumo, além de uma considerável estabilidade institucional. Um bom exemplo disso foi a venda pela Hypermarcas de sua divisão de cosméticos para a multinacional francesa Coty (dona das marcas Adidas, Calvin Klein, Chloé, dentre outras). O valor da operação foi fixado em R$ 3,8 bilhões. Vale destacar que o negócio de cosméticos corresponde a aproximadamente 20% da receita total da Hypermarcas e que o valor de mercado da empresa antes da venda era de aproximadamente R$ 11 bilhões. Ou seja, a Coty aceitou pagar um prêmio considerável na operação para entrar no mercado doméstico.

 

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