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Referendo Grego

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Por João Pedro Brugger

A Grécia esteve no centro das discussões política e econômica da Zona do Euro nos últimos anos.

A dificuldade do País em honrar seus compromissos junto aos credores internacionais foi se agravando ao longo do tempo, e a única solução foi “rolar” as dívidas antigas e contratar novos pacotes de ajuda. Os novos empréstimos eram concedidos sob a condição de o governo implementar um duro aperto fiscal. O problema é que a economia grega não está conseguindo se sustentar com as próprias pernas, o desemprego beira os 25%, a indústria (que nunca foi lá essas coisas) está desacreditada, e o próprio turismo acabou sendo afetado diante da desconfiança com a situação atual do país. Diante disso, a população elegeu um partido de esquerda nas últimas eleições, que prometeu romper com a chamada lógica de mercado.

Pouco mais de seis meses depois de assumir o poder, o primeiro-ministro Aléxis Tsípras convocou um referendo, no qual a população definiria se aceitaria ou não as condições impostas pelos credores internacionais. Embora as pesquisas prévias indicassem um empate técnico, no dia das eleições o “não” ganhou com uma boa margem. Apesar de Angela Merkel e François Hollande se mostrarem abertos a um novo acordo, acredito ser pouco provável que as partes cheguem a um denominador comum, até porque a União Europeia sairia enfraquecida caso venha a ceder as exigências de Atenas, e países como Portugal e Espanha (que têm feito o “dever de casa”) se sentiriam injustiçados. Por isso, acho que a melhor solução para todos seria a saída do país do bloco. Mesmo que muitos acreditem em um cenário catastrófico para a Grécia em uma possível saída, a situação pode melhorar antes do que se imagina. A volta da autonomia sobre a política monetária do País, aliada a uma política fiscal responsável, mas sem as amarras atuais, poderá reverter parte do desastre econômico que o País se transformou. Isso não quer dizer que o Governo deva repetir os mesmos erros do passado recente, principalmente com relação à gestão irresponsável dos gastos públicos.

 

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