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Reviravoltas Fiscais

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Por João Pedro Brugger

Nas ultimas semanas o Governo fez dois importantes comunicados sobre a política fiscal.

Primeiro, em julho foi anunciada a revisão da meta de superávit primário para os anos de 2015, 2016 e 2017, que passam a ser 0,15%, 0,7% e 1,3% do PIB respectivamente. Vale destacar que a mudança ocorreu a pouco mais de sete meses após a nova equipe econômica se comprometer em reestabelecer a austeridade fiscal. Originalmente o esforço fiscal seria de 1,2% em 2015 e de 2% em 2016 e 2017. Além disso, no último dia 31 o Governo apresentou a proposta para o orçamento de 2016, estimando um déficit primário de R$ 30,5 Bilhões, ou 0,5% do PIB, pegando todos no mercado financeiro de surpresa. A justificativa usada pelos ministros da fazenda e do planejamento, é de que as estimativas iniciais de arrecadação não seriam alcançadas e com essa medida o Governo se tornaria o mais transparente possível.

A estratégia pode parecer boa em um primeiro momento, já que evitaria a frustração do mercado com os números fiscais, que provavelmente continuarão ruins. Entretanto, diante de um momento de grande desconfiança dos investidores, em que o Governo enfrenta uma crise gravíssima de governabilidade, o tiro acabou saindo pela culatra. A divergência de ideias entre Joaquim Levy e Nelson Barbosa, os dois principais articuladores de política econômica no segundo mandato de Dilma, só faz piorar a situação. É senso comum entre economistas hoje que, após as mudanças fiscais, a perda do grau de investimento do Brasil seja uma questão de “quando” e não mais de “se”. A deterioração vista no preço dos ativos financeiros nos últimos dias, sobretudo no Dólar e nos juros futuros, é a prova que o Governo está correndo grandes riscos.

 

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