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Um CEO para o Brasil

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Por Celso Feldmann

Se o Brasil fosse uma empresa, um eventual presidente incompetente não duraria no emprego.

O conselho de administração (parlamento) o substituiria por alguém com mais competência, oxigenando a organização e realinhando a sua trajetória ao planejamento estratégico estabelecido.

Planejamento este que não seria a incumbência do poder executivo e nem de um partido, mas de um conselho formado por representantes de todas as vertentes políticas, amealhados segundo sua representatividade legitimada pelo desempenho alcançado nas urnas.

Como se trata da condução dos destinos de uma nação, o planejamento deveria considerar cenários que impactam décadas e não em ciclos atrelados aos curtos mandatos concedidos pelo sufrágio. O papel do CEO do Brasil seria comandar as iniciativas para a plena execução do planejamento e alcance dos objetivos.

No Brasil de ficção, a democracia seria protegida pelas instituições, e seus líderes ocupariam cargos não somente por seu vasto network e jogo de influência que, sejamos justos, também existem na iniciativa privada, mas principalmente por sua competência e comprometimento com a visão e missão da “Instituição” Brasil.

No “Brasil S.A.” alinhado aos conceitos mais modernos de administração, desperdício seria uma heresia insustentável. Desembolsos sem perspectiva de retorno jamais seriam aprovados, ou, no mínimo, um cuidadoso monitoramento identificaria o êxodo injustificado de recursos. Incentivos fiscais, bolsas e programas, com objetivos nebulosos e sem estarem associados claramente ao alcance de objetivos

O desperdício em programas sem retorno inviabiliza o cumprimento do que deveria ser objetivo final de um servidor público, oferecer um serviço que proporcione o bem-estar à sociedade. Esse serviço tem custo muito elevado para conviver com desperdícios e o seu “preço de venda” está limitado à capacidade de contribuição dos seus clientes (sociedade).

Aliás, no “Brasil S.A.”, o cliente realmente importa e a sua satisfação é o pilar fundamental da sua missão e consequentemente do seu planejamento estratégico.

Os recursos alocados a Educação, Saúde, Segurança, Saneamento, Previdência, etc. não seriam tratados como custo e sim investimento, pois custos estão relacionados ao produto, e o produto final desseBrasil é o serviço e não os seguimentos a que eles estão associados. A miopia em relação ao entendimento do produto final do outro Brasil distorce por completo o resultado a ser alcançado.

Ao contrário desse outro Brasil, o da ficção, não seria dono de empresas de qualquer espécie, que servem apenas como capital político para distribuição de cargos em troca de favores. A estrutura dos conselhos (Congresso, Senado, assembleias, etc.), seria enxuta e seus quadros compostos por profissionais desvinculados dos interesses partidários. Nenhum agente público teria garantido a sua estabilidade ou ter direito a receber benefícios diferentes daqueles que o restante da sociedade tem acesso. A garantia da longevidade de seus empregos dependeria da qualidade e dos resultados que produzissem alinhados à missão de servir.

O CEO do “Brasil S.A.” trocaria o modelo de gestão baseado em fundamentos ideológicos e programas de governos influenciados por objetivos difusos, por um modelo norteado unicamente pela clara visão de onde este Brasil quer chegar. Um Brasil eficiente, efetivo e eficaz. Talvez assim o “País do Futuro” um dia possa ser finalmente guindado a condição de “Pais do Presente e de Sempre”. que viabilizem uma mudança social de longo prazo, jamais existiriam.

 

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