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Após forte alta, Ibovespa patina de olho no cenário político; dólar sobe

Por O Financista

Dividido entre o noticiário político e o espaço para ajuste técnico após a valorização recente, o Ibovespa opera perto da estabilidade nesta segunda-feira (14).

A repercussão das manifestações contra a corrupção e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff faz com que as chances de afastamento da petista aumentem.

De acordo com João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos, “mesmo com a expectativa de que Dilma saia do comando do planalto, a recente valorização do Ibovespa faz com que haja um espaço para ajuste técnico”.

Outro fator que contribui para o sobe e desce da Bolsa é a queda das commodities nos mercados internacionais. O preço do minério de ferro caiu 2,7%, a US$ 55,55 a tonelada. Por volta das 13h05, em Londres, o barril de petróleo tipo Brent tinha baixa de 2,97%, cotado a US$ 39,19. Em Nova York, o barril tipo WTI, com entrega para março, recuava 4,39%, a US$ 36,81.

“Os índices norte-americanos operam sem direção definida e também pode estar determinando as incertezas dos agentes locais”, observa Brugger.

Na agenda econômica, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, espécie de sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto), recuou 0,61% em janeiro ante dezembro, para 135,85 pontos, em dado com ajuste sazonal. O resultado veio pior que a expectativa do mercado, que era de queda de 0,20%, segundo a Bloomberg News.

Por volta das 13h05, o Ibovespa caía 0,25%, aos 49.511 pontos. As ações da Vale (VALE5) caíam 2,95%, enquanto as da Petrobras (PETR4) perdiam 4,94%. Por outro lado, os ativos do Itaú Unibanco (ITUB4) e do Banco do Brasil (BBAS3) subiam 1,91% e 1,75%, respectivamente.

Câmbio

O dólar sobe mais de 1% com recomposição de posições e incertezas políticas à frente. A queda do petróleo também ajuda na valorização da moeda norte-americana ante o real.

“Chegou em um nível em que o dólar ficou barato para recompor posições. O mercado também começa a fazer análise das manifestações. O povo mostrou rejeição aos caciques da oposição, que foram vaiados. A mudança é necessária, mas ninguém sabe o que vai acontecer no futuro”, afirma João Paulo de Gracia Corrêa, superintendente da SLW Corretora.

Corrêa destaca que a reação da população mostrou que não há um nome político popular e o mercado começa a questionar se, caso a presidente Dilma Rousseff deixe o cargo, quem ficará no lugar será capaz de mudar o rumo da economia.

A expectativa dos agentes de mercado fica por conta da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) na quarta-feira (16) sobre o rito a ser adotado pela Câmara para analisar o pedido de impeachment acolhido pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), que prometeu dar continuidade ao processo tão logo o STF se pronuncie sobre o rito.

“Não há como deixar de admitir que a adesão da população aos movimentos de ontem aprofundará sobremaneira a crise política que toma conta do país”, afirma Ricardo Gomes da Silva, superintendente de câmbio da Correparti Corretora.

Neste contexto, o dólar à vista tinha alta de 1,19%, cotado a R$ 3,6256.

 

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