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Denúncia contra Lula e articulação do PMDB no foco dos mercados

Por O Financista

Apito inicial
O noticiário político-policial seguirá dando o tom nos mercados domésticos nesta quinta-feira (10), com destaque para a formalização de denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva no caso do tríplex do Guarujá pelo Ministério Público de São Paulo.

O MP sustenta que Lula cometeu crime de lavagem de dinheiro ao supostamente ocultar a propriedade do imóvel, que está registrado oficialmente no nome da empreiteira OAS. O próximo passo é a Justiça decidir se ela será acatada e se transformará Lula em réu.

Procurada, a assessoria de imprensa do Instituto Lula negou às acusações de que Lula seja proprietário do triplex no Guarujá ou do sítio em Atibaia, além de acusar o promotor do MPF-SP, Cássio Conserino, de ter pré-julgado o ex-presidente.

A denúncia aumenta a preocupação do Planalto com o futuro de Lula e reforça a pressão para que o ex-presidente seja nomeado ministro e tenha foro privilegiado.
“Um eventual anúncio de Lula [para algum ministério] pesaria negativamente sobre as ações num primeiro momento, porque ele tem um poder de articulação muito grande e não é possível mensurar o quanto isso poderia fortalecer o próprio governo”, afirma João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos.

A situação de Dilma Rousseff também soa ainda mais complicada com membros do próprio governo admitindo que a presidente desistiu de tentar reagir à crise política e econômica do país. De acordo com informação do jornal Folha de S.Paulo, a única chance de sobrevivência indicado por eles é entregar o comando do Brasil para Lula.

A presidente também pode perder ainda mais apoio da base aliada. Segundo o Estado de S. Paulo, o presidente do Senado Renan Calheiros, o senador Romero Jucá e parte da ala oposicionista do PMDB na Câmara costuram um documento que defende a liberação dos membros do partido na votação do impeachment e de todas as matérias que a legenda decida por não fechar a questão, inclusive os da pauta econômica. Tudo isso com o aval do vice-presidente Michel Temer.

Nos mercados internacionais, as bolsas chinesas recuaram cerca de 2% pressionadas pelo setor bancário e de energia. O petróleo tem desvalorização de aproximadamente 1%. As bolsas europeias têm leve queda e os índices futuros dos Estados Unidos mostram ligeira valorização.

Os dados de inflação da China, a decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) e as vendas do varejo doméstico também estão no radar dos investidores. Na agenda econômica, a divulgação da ata do Copom pelo Banco Central pode dar novas pistas sobre o rumo da política monetária. “A ata do Copom deve influenciar ações mais sensíveis a taxa de juros”, disse o analista da Leme Investimentos.

No documento, divulgado às 8h30, a autoridade monetária ressaltou que remanescem incertezas associadas ao balanço de riscos, principalmente quanto ao processo de recuperação dos resultados fiscais e sua composição, ao comportamento da inflação corrente e das expectativas de inflação.

As vendas no varejo brasileiro recuaram 1,5% em janeiro na comparação com dezembro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados hoje às 9h. O resultado veio bem pior do que a expectativa de queda de 0,4% apontada pelo consenso de mercado da Bloomberg News.

“Por aqui, o mercado já comprou a ideia que o atual governo está com seus dias contados e aposta em uma melhora do quadro político-econômico, pós-Dilma”, afirma Jefferson Luiz Rugik, diretor-superintendente da Correparti Corretora.

Com isso, Rugik avalia que o mercado de câmbio deve reagir novamente com intenso otimismo e dar continuidade no desmonte de posições defensivas.“Sem novidades no front político e no aguardo das manifestações de domingo, a Bovespa e o real podem acompanhar o movimento do exterior”, pondera a LCA Consultores.

No mercado de renda fixa, as atenções estarão voltadas para a ata do Copom, onde os investidores procurarão algum sinal de queda do juro. Na agenda externa, destaque para a decisão da taxa de juros da zona do euro, às 9h45.

 

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