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Perspectivas: Com agenda fraca, mercado mira cenário político

Por O Financista

Após cravar a sexta alta consecutiva no primeiro pregão da semana, o Ibovespa pode sentir o movimento de realização de lucros dos investidores em uma terça-feira (8) de agenda econômica fraca. Qualquer novidade na cena política, porém, pode mudar o humor do mercado, atento à possibilidade de eventual mudança de governo. O dólar, por sua vez, que compensou parte das perdas da semana anterior pode prosseguir em recuperação.

Segundo João Pedro Brugger, economista da Leme Investimentos, “a agenda econômica deve continuar em segundo plano e os investidores devem assimilar novidades do ambiente político, sejam desdobramentos da Lava Jato ou novos sinais sobre um eventual impeachment de Dilma [Rousseff]”.

Para ele, caso o noticiário político não apresente nenhuma novidade, a tendência é que o Ibovespa devolva parte dos ganhos das últimas sessões.

O mercado de commodities também tende a ficar no radar dos investidores. O minério de ferro, por exemplo, que viu seus preços subirem 19,5% nesta segunda-feira, pode sofrer uma correção técnica na próxima sessão. “Assim como o minério de ferro, as ações da Vale também devem apagar parte dos ganhos desta sessão”, avalia Brugger.

Na agenda de indicadores de terça-feira, os destaques são os dados prévios do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro referente ao quarto trimestre, previstos para as 7h (horário de Brasília), e o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), publicado às 8h.

Para Brugger, a próxima sessão também pode ser marcada por um comportamento de expectativa em relação ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que sai na quarta-feira (9).

Ibovespa fechou com o seu principal índice em leve alta nesta segunda-feira, após uma sessão de sobe e desce, com ações de empresas de mineração e siderurgia na ponta positiva, diante da disparada dos preços do minério de ferro por expectativa de aumento nas compras de aço pela China.

O Ibovespa subiu 0,33%, a 49.246 pontos, na sexta sessão de alta, que levou o índice de referência do mercado acionário à máxima de fechamento desde outubro de 2015. No melhor momento do dia, o índice subiu 1,13% e na mínima caiu 0,69%.

O volume financeiro no pregão somou R$ 8,99 bilhões, novamente acima da média diária do ano, de R$ 6,2 bilhões. Em março, a média diária é de R$ 11,2 bilhões.

O dólar terminou em alta frente ao real, interrompendo quatro sessões seguidas de queda que levaram à maior perda semanal desde 2008, reflexo da crescente probabilidade atribuída pelos investidores de que a presidente Dilma Rousseff não conclua seu mandato.

O dólar avançou 0,88%, a R$ 3,7937 na venda, depois de cair 5,93% na semana passada. A moeda norte-americana atingiu R$ 3,7977 na máxima desta sessão e R$ 3,7350 na mínima.

 

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