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Perspectivas: Em dia de ata do Copom, mercado reage a noticiário político

Por O Financista

Após registrar a segunda queda consecutiva, o Ibovespa deve reagir ao noticiário político, além da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) nesta quinta-feira (10). O dólar, que fechou abaixo da barreira dos R$ 3,70, pode compensar a recente desvalorização.

Segundo João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos, o “mercado está suscetível ao que acontece no cenário político e seguirá assim”.

Os dados de inflação da China, a decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) e as vendas do varejo doméstico também devem estar no radar dos investidores.

Nesta quarta-feira (9) após o fechamento do mercado, o Ministério Público de São Paulo formalizou a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva no caso do tríplex do Guarujá. O MP sustenta que Lula cometeu crime de lavagem de dinheiro ao supostamente ocultar a propriedade do imóvel, que está registrado oficialmente no nome da empreiteira OAS.

Ao longo do dia cresceram os rumores de que Lula poderia assumir um ministério para ter foro privilegiado.

“Um eventual anúncio de Lula [para algum ministério] pesaria negativamente sobre as ações num primeiro momento, porque ele tem um poder de articulação muito grande e não é possível mensurar o quanto isso poderia fortalecer o próprio governo”, afirma Brugger.

Da agenda econômica, a divulgação da ata do Copom pelo Banco Central, às 8h30, pode dar novas pistas sobre o rumo da política monetária. “A ata do Copom deve influenciar ações mais sensíveis a taxa de juros”, disse o analista da Leme Investimentos.

Às 9h, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga as vendas no varejo de janeiro.

Do exterior, os dados de inflação da China de fevereiro serão publicados ainda hoje, às 22hs (horário de Brasília). Amanhã, às 9h45, o BCE anuncia a decisão da taxa básica de juros da zona do euro.

Fechamento de mercado

O principal índice da Bovespa fechou em queda, pressionado pelo recuo das ações da Vale e de bancos privados, enquanto agentes financeiros seguiram atentos à crise política.

O Ibovespa caiu 0,89%, a 48.665 pontos. Na máxima do dia, o índice subiu 1,83% e tocou os 50 mil pontos. O volume financeiro alcançou R$ 9,9 bilhões, novamente acima da média do ano, de R$ 6,4 bilhões.

O dólar fechou em queda e voltou abaixo de R$ 3,70, dando continuidade ao viés de baixa visto recentemente em meio à alta dos preços do petróleo, à atuação do Banco Central e ao cenário político brasileiro.

O dólar recuou 1,12%, a R$ 3,6970 na venda, voltando ao patamar de 20 de novembro. A moeda norte-americana atingiu R$ 3,6842 na mínima da sessão e R$ 3,7515 na máxima.
(Com Reuters)

 

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